Mangueira
não é vassoura
Muita
gente ainda tem o hábito de varrer calçada
e quintal com mangueira, de preferência com a torneira
toda aberta para aumentar o jato d'água.
Como se não bastasse a insanidade de desperdiçar água,
coisa impensável nos dias de hoje, tem o problema
da sobrecarga das poucas bocas-de-lobo, com as folhas e
demais resíduos, resultantes desse ato.
Muitas pessoas também não sabem que pagam
apenas pelo serviço de saneamento e distribuição;
não pela água consumida propriamente.
A legislação já começa a prever
a cobrança pela água utilizada. Com grandes
consumidores já é assim, com os residenciais
logo, logo.
Matéria prima essencial para a vida é um
bem finito; água potável e de fácil
acesso representa uma quantidade ínfima no planeta.
O Brasil possui dezesseis por
cento da água disponível
para consumo humano e animal e portanto uma riqueza incalculável
nas mãos.
Paradoxalmente somos um povo
que desperdiça água,
como se ela fosse durar infinitamente. Uberlândia é pródiga
nesse aspecto e não precisa de estatística, é bastante
passear pelos quarteirões da cidade e prestar atenção,
na quantidade de mangueiras ligadas, molhando calçadas,
muros e quintais todos os dias.
Pelo futuro dos seus
netos, economize água e mais do que isso, use-a com
responsabilidade, nas quantidades exatas e essencialmente
necessárias, para cozinhar e tomar banho. Para o
resto, leia a matéria
anterior.
Pedro
Reis