Mangueira
não é vassoura
sábado, 10 outubro, 2009 17:51
Muita gente
ainda tem o hábito
de varrer calçada e quintal com mangueira, de preferência
com a torneira toda aberta para aumentar o jato d'água.
Como se não bastasse a insanidade de desperdiçar água,
coisa impensável nos dias de hoje, tem o problema
da sobrecarga das poucas bocas-de-lobo, com as folhas e
demais resíduos, resultantes desse ato.
Muitas pessoas também não sabem que pagam
apenas pelo serviço de saneamento e distribuição;
não pela água consumida propriamente.
A legislação já começa a prever
a cobrança pela água utilizada. Com grandes
consumidores já é assim, com os residenciais
logo, logo.
Matéria prima essencial para a vida é um
bem finito; água potável e de fácil
acesso representa uma quantidade ínfima no planeta.
O Brasil possui dezesseis por
cento da água disponível
para consumo humano e animal e portanto uma riqueza incalculável
nas mãos.
Paradoxalmente somos um povo
que desperdiça água,
como se ela fosse durar infinitamente. Uberlândia é pródiga
nesse aspecto e não precisa de estatística, é bastante
passear pelos quarteirões da cidade e prestar atenção,
na quantidade de mangueiras ligadas, molhando calçadas,
muros e quintais todos os dias.
Pelo futuro dos seus netos,
economize água e mais
do que isso, use-a com responsabilidade, nas quantidades
exatas e essencialmente necessárias, para cozinhar
e tomar banho. Para o resto, leia a matéria anterior.
Pedro
Reis