O
papagaio de uma certa família aceitava as sementes de girassol de todos
os moradores, menos da mãe da casa. Toda vez que Dona Maria, levava sementes
pro bichinho, levava umas bicadas.
Certo
dia teve uma idéia genial, para livrar-se das investidas pouco amistosas
da ave. Cortou
a pontinha do bico e foi cuidar de seus afazeres. Já
no final da tarde, descobriu na gaiola, para sua profunda tristeza, que o papagaio
estava morto.
No
meio-ambiente é a mesma coisa. Um copinho de plástico, jogado na
rua; uma pontinha de cigarro, um palito de fósforo, um papelzinho de bala,
inocentes detritos deixados pelo caminho. Ah!
O vento leva; não faz mal é só um papelzinho e assim vamos
entupindo as bocas de lobo, construindo lentamente o alagamento das ruas na época
da chuva e preparando o ambiente perfeito para a proliferação de
doenças.
Não
custa nada guardar nos bolsos, os ciscos daquilo que consumimos enquanto estamos
na rua, até encontrarmos uma lixeira.
Manter
um saquinho no carro para o mesmo fim, também é uma atitude inteligente.
Varrer
a própria calçada, recolher as folhas da árvore e de repente
teremos uma cidade mais limpa e bonita.
Senão,
a exemplo do papagaio de Dona Maria, teremos um ambiente morto, por conta de pequenos
descuidos e que por acaso, é onde estamos vivendo. Pense nisso e aja. Semana
que vem tem mais.
Pedro
Reis
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