Uberlândia
gera quase quatrocentas toneladas de resíduos domésticos, todos
os dias. Desse total, perto de quarenta por cento, são de materiais e objetos
que não precisariam ir para o lixo, ou seja, cento e sessenta toneladas.
Guardadas
as devidas proporções, e calculando por preços abaixo da
média, mandamos quase dez mil reais para o lixo todo dia. Trezentos mil
reais por mês ou três milhões e seiscentos mil por ano.
Apesar
do tamanho, nossa cidade não tem uma política organizada de coleta
seletiva, pior, não existe a cultura da seleção do resíduo,
ninguém ensina, ainda não está no currículo escolar.
A atividade ainda está associada a catadores sub-nutridos e mal pagos,
perambulando pelas calçadas a pé ou de carroça.
Mudar
esse panorama dá trabalho e não pode ser resolvido com decretos
ou folhetos, precisa criar cultura, ensinar e mostrar as vantagens. Sim, há
muitas vantagens. Um aterro sanitário é uma obra cara, que ocupa
áreas imensas e requer um rigoroso controle. A
tubulação de água pluvial, não entope e assim não
haverá enchentes. Os ratos, mosquitos e baratas, não encontrarão
ambiente favorável à sua proliferação. Separar
os resíduos e mandar só o que for realmente lixo, para o caminhão
da coleta é o primeiro passo. Estabelecer medidas práticas o segundo.
Sociedade e Poder Público juntos. Pense nisso e aja. Semana que vem tem
mais.
Pedro
Reis
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