Cultura
da Descartabilidade II
sábado, 10 outubro, 2009 17:51
Nestas últimas décadas embalou-se
de tudo e o destino das embalagens também tem sido
o lixo, agora dentro de um saco preto, outra embalagem
que nasceu na mesma época. Acontece que embalagens
são produzidas a partir de matérias primas,
que são extraídas da natureza e consomem água
e energia elétrica. Não se trata de combatê-las,
mas dar-lhes destino adequado, permitindo que retornem
ao ciclo de produção, gerando economia, limpeza
e poupando os recursos naturais.
Sem dúvida, as embalagens facilitam a nossa vida
e organizam as etapas de produção e distribuição,
além de garantir a higiene e conservação
dos produtos. Nesse sentido, nossa tarefa é consumir
com responsabilidade e garantir a continuidade da vida
sobre a Terra.
É importante observar que nem todas as regiões
do Brasil possuem os meios adequados para o reaproveitamento
de todo tipo de embalagem. Significa que ao entrarmos numa
loja ou supermercado, devemos estar atentos não
só à qualidade e preço, mas ao tipo
de embalagem e qual pode ser seu destino após o
uso.
Diferentemente das matérias orgânicas, as
embalagens por conta da diversidade de materiais empregados,
têm tempo diferente de decomposição,
algumas, como os compostos de borracha (luvas, esponjas
sintéticas e pneus) podem durar indefinidamente
no meio-ambiente; o vidro leva milhares de anos para se
decompor, os plásticos até 500 anos, o que
provoca sobrecarga e encurtamento da vida útil dos
aterros sanitários, além do risco de contaminação
dos lençóis freáticos.
O meio em que vivemos é reflexo de como vivemos
e interagimos com ele e isso inclui o consumo e os resíduos
gerados. Por outro lado as relações humanas,
serão tão mais sólidas na medida em
que não nos olharmos como mais um produto na prateleira,
pronto para consumo.
Pedro
Reis