Nestas
últimas décadas embalou-se de tudo e o destino das embalagens também
tem sido o lixo, agora dentro de um saco preto, outra embalagem que nasceu na
mesma época. Acontece que embalagens são produzidas a partir de
matérias primas, que são extraídas da natureza e consomem
água e energia elétrica. Não se trata de combatê-las,
mas dar-lhes destino adequado, permitindo que retornem ao ciclo de produção,
gerando economia, limpeza e poupando os recursos naturais.
Sem
dúvida, as embalagens facilitam a nossa vida e organizam as etapas de produção
e distribuição, além de garantir a higiene e conservação
dos produtos. Nesse sentido, nossa tarefa é consumir com responsabilidade
e garantir a continuidade da vida sobre a Terra.
É
importante observar que nem todas as regiões do Brasil possuem os meios
adequados para o reaproveitamento de todo tipo de embalagem. Significa que ao
entrarmos numa loja ou supermercado, devemos estar atentos não só
à qualidade e preço, mas ao tipo de embalagem e qual pode ser seu
destino após o uso.
Diferentemente
das matérias orgânicas, as embalagens por conta da diversidade de
materiais empregados, têm tempo diferente de decomposição,
algumas, como os compostos de borracha (luvas, esponjas sintéticas e pneus)
podem durar indefinidamente no meio-ambiente; o vidro leva milhares de anos para
se decompor, os plásticos até 500 anos, o que provoca sobrecarga
e encurtamento da vida útil dos aterros sanitários, além
do risco de contaminação dos lençóis freáticos.
O
meio em que vivemos é reflexo de como vivemos e interagimos com ele e isso
inclui o consumo e os resíduos gerados. Por outro lado as relações
humanas, serão tão mais sólidas na medida em que não
nos olharmos como mais um produto na prateleira, pronto para consumo.
Pedro
Reis
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