Cultura
da Descartabilidade
sábado, 10 outubro, 2009 17:51
As
relações humanas nas últimas três
décadas passaram
por transformações profundas, em uma velocidade não antes
conhecida.
Os
descartáveis, os congelados, a comida pronta e "fast" roubaram
momentos importantes de convivência entre as pessoas.
Sem
nos apercebermos, começamos também a descartar e congelar, a querer tudo cada vez
mais rápido e nos afastamos uns dos outros.
Naquela época, as pessoas
faziam compras na feira, no empório, no bazar e conheciam os comerciantes
pelo nome.
O saco
de papel kraft e o jornal embalavam praticamente tudo,
até carnes e peixes. Arroz, feijão, verduras,
frutas, bolachas, óleo de cozinha e farinhas eram
vendidos à granel; açúcar e café eram
embalados em sacos de papel, sendo este último,
torrado na hora da compra.
Leite,
iogurte, creme de leite e refrigerante, utilizavam garrafas
de vidro; cada um
levava sua própria sacola ou carrinho para as
compras, e o lixo, basicamente orgânico era depositado
em latas, deixadas nas portas das casas, para coleta
de caminhão ou carroça.
Entre
o final da década de 1960 e o início da
de 1970, começaram a aparecer os supermercados,
os hipermercados e os shopping centers e com eles um
mundo de embalagens que não existiam. (continua)
Pedro
Reis