Sobre
pequenos cuidados
sábado, 10 outubro, 2009 17:50
Porque
a princípio não sei, o tamanho da dor que
vai no coração do outro, não posso
julgar. E dor aqui, não deve ser vista sob o ponto
de vista físico, mas do consciencial.
Aquela
sensação de incômodo que habita o
coração de nós todos, a força
que nos impele numa determinada direção,
sempre em busca da tal paz de espírito. É essa
sensação que nos conduz pela vida e é a
grande responsável pelas nossas atitudes e comportamentos.
Como
ninguém ensina a ouvir a alma, mas antes a atender
os apelos fáceis do mundo material, o volumoso
estímulo sensorial da propaganda vindo de todas
as vertentes do pensamento humano, não raro, pouquíssimos
seres humanos, ouvem a voz da alma.
Todo
comportamento que observamos em nosso semelhante, traz
uma mensagem cifrada, que só pode ser compreendida
em profundidade, se nos despirmos de amor próprio,
orgulho, vaidade e outras tantas características
e deixarmos à mostra o coração.
Toda alma precisa se expressar, encontrar o canal por
onde possa fluir e a vida na terra ainda hoje é como
um covoal, um labirinto, que não deveria ser seguido,
nem obedecido quase que inconscientemente, porque a saída
não está em nenhum lugar fora, mas dentro.
Quanto
mais silencioso fico, menos reativo às reações
das pessoas e tudo que está no exterior. Caras
feias, gritos, risos, choros, ordens, desprezo, raiva
expressada, vingança, traição, são
apenas a ponta do iceberg chamado alma, tentando no meio
da barafúrdia, encontrar seu pleno fluxo.
O
comportamento das pessoas se torna muito igual, quando
ao invés de repararmos no como foi feito ou falado,
atentarmos para o que foi feito e falado. Assim percebemos
a intenção por trás do gesto, porque
essa é preponderantemente mais importante. O único
jeito de perceber o que a vida está nos mostrando,
o como nós mesmos estamos nos vendo e aceitando
e se é ou não necessário modificar
as nossas atitudes.
Evolução,
o nome desse longo e tortuoso processo é evolução.
Um caminho que se torna mais ameno, se a despeito de
todo o desconforto, continuarmos firmes, naquilo que
determinamos como propósito. E como há uma
dor (bem entendida) no fundo de cada coração,
e no meu também, devo parar e pensar, falar cada
vez menos, agir equilibradamente cada vez mais. Isto
não é um conselho, é um exercício
para se praticar todos os dias!
Pedro
Reis