Porque
a princípio não sei, o tamanho da dor que vai no coração
do outro, não posso julgar. E dor aqui, não deve ser vista sob o
ponto de vista físico, mas do consciencial.
Aquela
sensação de incômodo que habita o coração de
nós todos, a força que nos impele numa determinada direção,
sempre em busca da tal paz de espírito. É essa sensação
que nos conduz pela vida e é a grande responsável pelas nossas atitudes
e comportamentos.
Como
ninguém ensina a ouvir a alma, mas antes a atender os apelos fáceis
do mundo material, o volumoso estímulo sensorial da propaganda vindo de
todas as vertentes do pensamento humano, não raro, pouquíssimos
seres humanos, ouvem a voz da alma.
Todo
comportamento que observamos em nosso semelhante, traz uma mensagem cifrada, que
só pode ser compreendida em profundidade, se nos despirmos de amor próprio,
orgulho, vaidade e outras tantas características e deixarmos à mostra
o coração. Toda alma precisa se expressar, encontrar o canal por
onde possa fluir e a vida na terra ainda hoje é como um covoal, um labirinto,
que não deveria ser seguido, nem obedecido quase que inconscientemente,
porque a saída não está em nenhum lugar fora, mas dentro.
Quanto
mais silencioso fico, menos reativo às reações das pessoas
e tudo que está no exterior. Caras feias, gritos, risos, choros, ordens,
desprezo, raiva expressada, vingança, traição, são
apenas a ponta do iceberg chamado alma, tentando no meio da barafúrdia,
encontrar seu pleno fluxo.
O
comportamento das pessoas se torna muito igual, quando ao invés de repararmos
no como foi feito ou falado, atentarmos para o que foi feito e falado. Assim percebemos
a intenção por trás do gesto, porque essa é preponderantemente
mais importante. O único jeito de perceber o que a vida está nos
mostrando, o como nós mesmos estamos nos vendo e aceitando e se é
ou não necessário modificar as nossas atitudes.
Evolução,
o nome desse longo e tortuoso processo é evolução. Um caminho
que se torna mais ameno, se a despeito de todo o desconforto, continuarmos firmes,
naquilo que determinamos como propósito. E como há uma dor (bem
entendida) no fundo de cada coração, e no meu também, devo
parar e pensar, falar cada vez menos, agir equilibradamente cada vez mais. Isto
não é um conselho, é um exercício para se praticar
todos os dias! Pedro
Reis
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