2004
ArtemcacoS
A experiência direta com a educação
era um ponto desejado e a oportunidade veio no início
do ano letivo
junto à Escola
Estadual Américo René Giannetti, região
central de Uberlândia.
O projeto aqui, levou para a sala de aula a discussão
da questão ambiental e propôs a participação de alunos
e professores.
Durante o ano foram montadas oficina e exposição utilizando
materiais descartáveis com o propósito de mostrar que os
descartáveis, não deveriam ser destinados ao lixo. Particularmente
não aprovamos de todo a idéia de transformar descartáveis
em artesanato, pois estaremos criando peças híbridas e
que ao perderem sua utilidade correm o risco de ir parar
no lixo comum, criando aí um problema ambiental.
As peças foram criadas com caráter didático e a recomendação
foi de que descartáveis devem ser evitados ou encaminhados
para a coleta seletiva.
O tema da exposição foi "Artemcacos - Um segundo olhar,
antes de descartar", reunindo 120 peças confeccionadas
pelo artista
plástico
Pedro Reis com vidro, plástico, peças de equipamentos,
pano e tintas orgânicas e/ou solúveis em água. A coleção
era composta de quadros, esculturas, objetos de decoração
e utensílios. Na internet uma série de desenhos eletrônicos
denominados "Cibertintas" completava a instalação.
Para os alunos de 5ª
à 8ª séries foi organizada uma gincana que premiava a
retirada de descartáveis de casa e do pátio da escola,
além de ações educativas e disciplinares. O prêmio era
um kit lanche toda sexta-feira, com produtos balanceados,
sanduíche natural, fruta, suco natural e sorvete. O objetivo
era apontar uma deficiência grave no nosso entender,
dos baixíssimos investimentos públicos nas merendas e
alertar para a responsabilidade com o meio ambiente.
No final do ano foram sorteadas 1 bicicleta e 10 kits
de material escolar, sem nenhum ônus para a escola ou
seus alunos e professores.
As atividades foram teóricas e práticas e culminaram com
a construção no pátio interno da Árvore da Consciência,
escultura de concreto e sucata de ferro em cujo entorno
se propôs a tribuna livre, exatamente para buscar conter
o vandalismo contra o prédio e demais instalações. As atividades
da Árvore da Consciência estavam programadas para 2005,
mas as atividades foram descontinuadas. Até onde sabemos
a Árvore da Consciência continua lá, mas sem a função pedagógica
a que se destinava.