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2001

Projeto Ciência Cidadã

O ano de 2001 marca o início das nossas atividades. A primeira atuação foi na Escola Municipal Profª Cecy Cardoso Porfírio, atendendo um pedido do então diretor Prof. Paulo César, no sentido de aproximar a escola da comunidade. Os problemas eram os de violência, evasão escolar e depredação do patrimônio.

Nós estávamos à época entusiasmados com os conceitos da Escola da Ponte, em Portugal, retratada por Rubem Alves em livro. Realizamos várias reuniões, mas esbarramos na dificuldade de promover alterações no modus operandi da escola por conta de burocracia e regimentos. Diante dessa realidade, as propostas de abertura da escola aos finais de semana para uso da quadra de esporte ou mesmo festas da comunidade não puderam ser levadas adiante.

No final do ano, surgiu o projeto Ciência Cidadã, uma parceria da Prefeitura Municipal de Uberlândia, Universidade Federal de Uberlândia e Secretarias Municipais de Educação e da recém criada de Ciência e Tecnologia.

O objetivo era levar para o dia-a-dia das escolas a metodologia científica na busca de soluções para os problemas da própria escola e da comunidade no entorno. Várias escolas municipais de Uberlândia se inscreveram.

Vimos ali uma oportunidade de retomar as atividades. Foram realizadas reuniões no CEMEPE, órgão da Secretaria de Educação que faz entre outras coisas a reciclagem dos professores e a formação continuada. Existia até a proposta de se construir um planetário na cidade.

O projeto previa a participação de alunos, professores, comunidade e orientadores da UFU.

Os alunos da Escola Municipal Professora Cecy Cardoso Porfírio, no bairro Mansour, região oeste de Uberlândia realizaram levantamentos das necessidades do bairro, através de entrevistas com moradores e comerciantes, construiram maquetes e propuseram alterações no trajeto de uma linha de ônibus para que essa alcançasse 3 quarteirões adiante, beneficiando com essa simples alteração, os alunos, funcionários e professores da escola e o comércio que se polarizou no entorno e essa foi a única conquista daquele momento. Infelizmente o projeto sofreu uma interrupção abrupta. No nosso entender, as políticas públicas sugeridas naquele momento, estavam confusas e sobrepostas, havendo um hiato entre o discurso e a ação e nós como parte da comunidade nos afastamos.

Ficaram algumas experiências positivas, uma das maiores foi conhecer o Engenheiro Roberto F. Silvestre, encantando com a beleza do Universo, que mantém um observatório astronômico no quintal da sua casa, aberto ao público e às escolas, ambientalista consciente e crítico vigoroso da poluição luminosa das grandes cidades; compartilhar, ainda que por um tempo muito curto, da visão ampla e progressita do Prof. Mauro Burjaili, então Secretário de Ciência e Tecnologia, com suas boas idéias e seu poder de mobilização.

Além disso, o movimento criado deixou sementes que nós iríamos utilizar daí em diante.

 

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